Num precedente post escrevi sobre o estilo de liderança na empresa em geral e na Sofshore em particular. Nesse post fiz uma pergunta e prometi uma resposta. Aqui vem.
Na realidade, entre dois extremos do espectro dos estilos de liderança que são « o chefe despotico » e « o lider espiritual » existe um continuum de possibilidades. Sempre existem regras, limites não ultrapassaveis do que é aceitavel e do que não é. Por mais que a direção seja « liderando », quem dirige fica com os poderes do chefe – por definição das bases do mundo empresarial.
Ainda mais, a organização da empresa é composta de várias dimensões com um certo grau de independência entre elas. Tipicamente, numa empresa de prestação de serviços como a Sofshore, existe uma dimensão administrativa (remunerações, organização das férias, etc) e uma dimensão técnica (processo de desenvolvimento), as duas tendo um estilo (até certo ponto) diferente.
Deve-se mencionar também o aspecto cultural como comentado pela excelente Lígia Fascioni. A cultura da empresa se sobrepõe à cultura local, induzindo comportamentos diferentes do "natural" local.
Portanto, a pergunta feita no precedente post era (voluntariamente) um pouco grosseira. Ela continha implicitamente um "ou" exclusivo quando na realidade não tem tanta exclusividade. Entre chefe carismatico e lider autoritário os limites não são tão claros. Resumindo, a questão não é de saber se tem que ser um ou outro, a questão é de delimitar áreas de autonomia e condições limites (« até onde pode ir longe demais ») assim como de implantar canais eficientes de comunicação da estratégia.
Uma coisa é certa : preciso « sentir » a equipe, ter um feed-back dela sobre o trabalho de emprea. Recursos humanos são – e ainda mais nos serviços – um fator crítico de sucesso. Não vejo como deixa-los numa posição apenas silenciosamente ancilar.
Walter Longo e suas frases geniosas em Florianópolis
14 hours ago
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